Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Últimas notícias

Mulheres ensinam mulheres: Campus Cubatão reforça igualdade de gênero e educação de qualidade no Dia dos ODS

  • Publicado: Quinta, 08 de Outubro de 2026, 09h33
  • Última atualização em Quinta, 08 de Outubro de 2026, 09h33
  • Acessos: 8

No dia 25 de setembro, data em que a ONU e os países signatários celebram a adoção da Agenda 2030 e de seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Campus Cubatão reafirmou seu compromisso com uma educação que transforma vidas. Por meio do projeto de extensão Tecendo Ideias Criando Oportunidades (TICO), o campus realizou duas ações voltadas às mulheres da região, vinculadas ao Projeto Mulheres, Iniciativa e Criatividade (MIC).

A primeira foi a oficina Ceramicando com a Ana, conduzida pela ceramista Ana Lúcia, da Rede Balsear. A segunda, no dia 26 de setembro, foi o encontro Saúde, Educação Sexual e Autoconhecimento, com a fisioterapeuta pélvica Drª. Victória Coelho, a educadora sexual Lara Trevisam e a arte-educadora Cláudia Muller.

As atividades demonstram, na prática, como a educação profissional e a extensão contribuem para as metas da Agenda 2030, especialmente os ODS 4 (Educação de Qualidade), 5 (Igualdade de Gênero) e 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico).

Argila, Mata Atlântica e autonomia

SOLANGE 08 CERAMICA

Conduzida pela ceramista Ana Lúcia, parceira do MIC desde 2018, a oficina leva ao Campus Cubatão a experiência da Rede Balsear, criada em 2014, unindo a beleza natural da Mata Atlântica à arte milenar da cerâmica. Cada peça celebra a flora local, transformando folhas em obras de arte e inspirando as mulheres a criarem suas próprias peças.

Ao ensinar o ciclo completo da produção cerâmica, a oficina dialoga com a meta 4.4 dos ODS, que prevê ampliar as competências técnicas e profissionais de jovens e adultos para o trabalho decente e o empreendedorismo. A trajetória da Rede Balsear, que transformou a cerâmica em fonte de renda para muitas alunas, também se conecta às metas 8.3 e 8.5, que incentivam o empreendedorismo, a criatividade e o trabalho decente para as mulheres.

O material didático valoriza o reaproveitamento de materiais — tecidos, pedaços de canos, cartões de PVC e plástico reutilizado para proteger as peças —, em sintonia com a meta 12.5 (redução de resíduos por meio da reciclagem e do reuso). O uso das folhas da Mata Atlântica como molde valoriza o patrimônio natural e o saber artesanal do território, como propõe a meta 11.4.

A data teve duplo significado. Além do Dia Internacional dos ODS, o dia 25 de cada mês é o Dia Laranja, de mobilização pelo fim da violência contra as mulheres, proposto pela campanha da ONU. Por isso, as participantes vestiram camisetas laranja durante a oficina, gesto que reforça a meta 5.2: eliminar todas as formas de violência contra mulheres e meninas.

Saúde, educação sexual e autoconhecimento

No sábado, 26 de setembro, egressas e parceiras dos projetos MIC participaram do encontro Saúde, Educação Sexual e Autoconhecimento, no campus. A proposta foi criar um espaço acolhedor de diálogo, informação e troca de experiências sobre saúde pélvica, educação sexual, conhecimento do corpo e autocuidado.

O encontro contou com três convidadas: a fisioterapeuta pélvica Drª. Victória Coelho, a educadora sexual Lara Trevisam e a arte-educadora Cláudia Muller. Juntas, elas integraram conhecimento, expressão e vivências em uma abordagem educativa e participativa. Desta vez, as participantes vestiram camisetas brancas.

A ação contribui para a meta 3.7, que prevê o acesso universal a serviços de saúde sexual e reprodutiva, incluindo informação e educação. Também se alinha à meta 5.6, que assegura às mulheres o acesso à saúde sexual e reprodutiva e aos direitos reprodutivos.

Mulheres, educação e parcerias

SOLANGE 08 10

Nas duas ações, mulheres ensinam e aprendem com outras mulheres, fortalecendo redes femininas e lideranças comunitárias. É o que prevê a meta 5.5, de participação plena das mulheres e igualdade de oportunidades de liderança. Ao abrir suas atividades à comunidade, o Campus Cubatão também reforça a meta 4.5 (eliminar as desigualdades de gênero na educação) e a meta 17.17 (parcerias entre o poder público e a sociedade civil).

“Quando uma mulher adquire conhecimento e o compartilha com outras, a educação ultrapassa os muros da escola e vira desenvolvimento para toda a comunidade”, afirma Solange Silva, responsável pelo projeto MIC.

registrado em:
Fim do conteúdo da página